PESSOAS MAIS DO QUE ESPECIAIS...

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27 de dez de 2011

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HO...    HO...   HO...
TÔH.. BÔH... NÔH...

HO...     HO...    HO...!   
TÔH... BÔH... NÔH... ... e isso já era previsível (pelo menos para mim).
Dias atrás já estava de olho no calendário e andava angustiado.
Constatei que o Day After seria um Bad Day, pois cairia num Moon Day.
Claro... se Natal foi no domingo, então...
Mas perdoe esse infeliz por não escrever na nossa língua tupiniquim, mas faço disto um subterfúgio para suavizar a desgraça.
E que Papai Noel também me perdoe porque, igual a ele, eu tô de saco cheio. Ho...ho...ho... porque TÔH... BÔH... NÔH...!
Mas xôfaláprocê... além do saco cheio, também tô muito decepcionado.
Aliás, dizer que tô “muito”, é pouco. O certo é “muitíssimo” decepcionado. Corrija, por favor.
Sabe quando você cresce acreditando em alguma coisa? Onde todos fazem a mesma afirmação e daí você não tem dúvidas de que aquilo realmente é uma verdade?
Pois então. É isso que aconteceu comigo. Vivi uma vida inteira acreditando que Papai Noel NÃO EXISTIA, que se tratava apenas de uma jogada de marketing da Coca-Cola (quem não se lembra do bom velhinho da Coca-Cola?) e que, caso ele realmente existisse, estaria respondendo hoje a 12.645.287.124.762 processos por invasão à domicílios.
“Rena não voa”, me jogavam na cara... “Larga di cêbôbo...”, completavam.
Cresci desacreditando no Papai Noel.
Lembro que dia 5 de agosto de 1973 caiu num domingo. Me lembro disso porque estreava o programa “Fantástico O Show da Vida” exibido pela Rede Globo e apresentado pelo Cid Moreira (aquele que dizem beber uma dose de formol todos os dias...lembra-se dele? Ainda bebe.).
Pois então. O Joãozinho Abranches tinha apenas 15 aninhos e era a coisa mais bonitinha do mundo (hehehehe). Possuidor de uma bela e vasta cabeleira, usava calças pantalona  e se equilibrava em sapatos cavalo de aço.
Faz tempinho já... Ho...ho...ho... purquê TÔH... BÔH... NÔH...!
Mas voltemos ao ponto central da minha decepção.
Lembro também que naquele programa de estréia, Cid  Moreira disse que Papai Noel na verdade era o...  o... o Fidel Castro!
Isso mesmo... era o Fidel Castro fantasiado. Era farda prá lá... roupa de bom velhinho prá cá.
Agora, se o Cid tomou doses excessivas de formal estragado, não sei.
Mas que disse, disse.
E a coisa funcionava da seguinte maneira: eram charutos p’ra lá... coca-cola prá cá... E eu acreditava, claro.
Agora, depois de passados todos esses anos, em que foi-se a vasta cabeleira... em que o guarda roupa já não é mais o mesmo... que o menininho bonitinho só em fotos amareladas pois este que vos escreve  já ostenta o título de “vovô”, é que percebo que fui muito mal com o bom velhinho por desacreditar da sua existência. Aliás, dizer “muito mal” é pouco. O certo é “muitíssimo” mal. Corrija, por favor.
É certo que eu nunca o vi. Nunca dei de cara com o bom velhinho em pessoa. Mesmo das vezes em que persistia em mim a credulidade – isso antes do Cid Moreira -  e apesar de ficar vigiando as meias penduradas para flagrá-lo entrando pela janela (minha casa não tinha chaminé), nunca o vi. Mas o fato de nunca tê-lo visto não prova que ele não existe. Não preciso pegar num fio desencapado e tomar um choque para acreditar que a eletricidade existe. O mesmo ocorre com o vento, com as ondas de rádio, com a molécula de oxigênio, com Deus... mas sei que existem!
Me perdoe, Papai Noel. TÔH... BÔH... NÔH... mas hoje a minha ficha caiu e sei que você existe. Prometo FICÁ MIÓ daqui prá frente...

Não acreditar em você seria tão absurdo quanto acreditar em fadas (?!).
Você existe com a mesma certeza de que existe o AR, o AMOR, a GENEROSIDADE, a FRATERNIDADE, as SEGUNDAS FEIRAS e a devoção dentro de cada um de nós. Mas não é com esses nossos olhos de ver que conseguiremos enxergar você.
Esses dias passei por momentos de muita reflexão. Ééééé... umas conversas comigo mesmo.
Muita coisa acontecendo ao mesmo tempo então arresorví  pisá no frêi e manter um dedím de prosa comigo mêsss...
Nessa divagação toda, escutei eu falando p’ra mim:

Como cê pôde esquecer daquele tempo de criança, onde a fantasia reinava?
O tempo em que você antes de se deitar, colocava seu sapatinho na janela e acordava cedinho, na esperança de encontrar o presente que lhe deixaria ?
Hoje seus sonhos são outros?
Cadê a "sua" criança?
Perdeu ao longo da vida?
Não estará ela escondidinha no seu coração?
Procure-a...! Ela ainda vive dentro doce, uai!
Não deixe que seus sonhos morrerem!
A fantasia te faz viver, sonhar, desejar...
Coloque de novo seu sapatinho sua butina na janela!
Faça seu pedido..!!!
Talvez ele demore um pouco a se realizar mas a vida já lhe ensinou que tudo tem seu tempo e você já aprendeu a esperar, a ter paciência...
Já aprendeu que se seu pedido não se realizar pode já ser um grande presente, pois, nem tudo que queremos é para o nosso bem.
Então, pegue seu sapatinho sua butina da esperança, coloque-a na janela do desejo e aguarde para que seus sonhos se tornem realidade.
Depois, larga de cêbôbo e sorria... compreenda... dê pulos de felicidade e agradeça pelo seu presente de Natal que são todos os dias que você já viveu..!!!
Seja FELIZ..!!!

Quando eu terminei de escutar o que EU estava falando pra mim, soluçava um choro de criança. Pois é: chorei mêsss... e exatamente no meio desse chororô todo é que ouço a campainha tocar. TÔH... BÔH... NÔH...
Fui atender,  não sem antes limpar o nariz e enxuga os zói.
Era meu sobrinho. Ele trabalha nos Correios e vinha trazer uma encomenda cuja entrega havia sido frustrada pelo carteiro, pois constava que no momento da entrega não tinha ninguém em casa.
Depois de explicar a ele que eu andava meio “constipado” -  razão dos olhos e do nariz vermêio - agradeci, peguei a caixa, pediu “bênça tio” e foi-se embora abençoado por mim.
Menina... cê não acredita, pois eu também quase que não acreditei.
Era do Papai Noel.
Havia tantos presentes ali naquela caixa quantos foram os anos em que passei sem acreditar nele... um para cada ano.
E havia também um biête (traduzindo para o português: bilhete) que me fez voltar às  lágrimas.
E foram tantas as lágrimas quantas foram as que não chorei pelos nos anos em que não acreditava na sua existência. TÔH... BÔH... NÔH...
Ainda muito emocionado, fechei os olhos e fiz uma prece de agradecimento. Foi mais ou menos assim:

Senhor Jesus! Meu querido e amado Mestre.
Diante deste dia de Natal, que te lembra a glória na manjedoura, eu te agradeço a música da oração.
Agradeço-lhe o regozijo da fé, a mensagem de amor, a alegria do lar e o apelo a fraternidade.
Sou-lhe grato também Senhor, pelo júbilo da esperança, pela bênção do trabalho, pela  confiança no bem, o tesouro da tua paz, pela palavra da Boa Nova e confiança no futuro!...
Entretanto, Divino Mestre, com o meu coração voltado para o teu, te suplico algo mais!
Concede-me Senhor, o dom inefável da humildade para que eu  tenha a precisa coragem de seguir-te os exemplos, e nunca deixar de acreditar no Papai Noel.
Amém.

Paro por aqui.
Senão choro de novo...

Grande beijo no seu coração e saiba que você foi um dos maravilhosos presentes que ganhei  neste ano de 2011.
Que o seu Natal tenha sido tão especial quanto foi o meu.
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Uma explicação.
De tudo o que falei acima, quase tudo é verdade. Só não o “formol” que dizem o Cid Moreira beber... nisso há controvérsias pois que alguns afirmam tratar-se de álcool com parafina (kkkk).
Mas o meu Papai Noel tem um nome feminimo.
Conhecida na República do Catalão, em Goiás, por Lívia Aya Tsuque (o nome é chique mêsss... como a própria.)

Lívia, minha linda, querida e adorável amiga... ocê é muito mais bonita que o Fidel Castro e me fez acreditar que Papai Noel existe mêsss, além de descobrir que o meu coração TÁ BÃO, porque senão teria infartado.
Feche os olhos e sinta o meu abraço carinhoso...
Um beijão no coração do Fábio e outros mais nas bochechas dos príncipes Eiji e Caio.
Agradeço-lhes de coração. 
Obrigado.

24 de dez de 2011

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FELIZ NATAL...

FELIZ NATAL...!!!

Fiz um cartão especialmente para você.
Ao assistir o vídeo (link abaixo), saiba que estarei em pensamento ao seu lado, abraçando-lhe carinhosamente...

FELIZ NATAL e um 2012 de muita PAZ e ALEGRIAS.
õ]õ Jota-A

14 de dez de 2011

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TÔ BÃO NÃO, porque hoje é...

ARGHhhhhh..... e ela chegou novamente!
E vou avisando: TÔ BÃO NÃO...
Hoje eu tô cansado e desanimado para qualquer coisa...
Dormi mal... (não sei dizer como, mas acordei do lado contrário onde normalmente durmo... do outro lado da cama).
E a Sra. Abranches me pôs pra´ fora mais cedo (ela quer lavar os edredons para deixá-los limpos e embalados para a mudança...).
Vou servir meu cafezim sem açúcar, enquanto me ponho a escrever.
Escrever nas segundas feiras não é uma tarefa muito fácil para mim... fico com a cabeça vazia, cheia de miolo mole. Mas isso só acontece na segunda feira, visse?
Mas acho que vou começar por um assunto que seria bom esclarecer e pelo qual fiquei muito chateado. 
Você sabia que na comunicação interpessoal existe uma técnica denominada de “telefone sem fio” ou “técnica do cochicho”? Esta técnica objetiva mostrar o quanto a comunicação verbal pode nos trair no seu contexto. Como diria a minha conterrânea Dilma: vô ixplicá.
Consiste no seguinte. Uma mensagem ou informação é cochichada no ouvido de uma pessoa e pede-se para ela, da mesma forma, passar adiante. Acontece que nessa conversa pé da orêia prá cá... pé da orêia prá lá... a mensagem acaba sendo  alterada e, ao final, chega toda istrupiada.
Pois muito bem.  Mas por que este preâmbulo todo?  Calma, vô ixplicá, como diria a minha conterrânea Dilma.
Acontece que recebi uma dessas ligações sem fio aos cochichos, no pé da orêia mêsss, indicando que "EU" não tenho simpatia pelas segundas feiras...!!!
Ora, faça-me o favor! Ondijásiviu? Como é que mudam a versão da realidade dessa forma?
Não... não é uma  simples questão de “simpatia”... é ódio mesmo!
TÔ BÃO NÃO e odeio todas as segundas feiras, mesmo que ela caia na terça ou quarta...
Sabe, viajei prá Minas e constatei que lá a segunda feira é a mesma coisa... um dia muito sem graça.
Mas sei que o “pobrema” está em mim. Sou EU quem precisa mudar...
Passei o dia inteirinho descansando no hotel para que à noite eu pudesse  dormir melhor. Isso na segunda feira...
Mas naquela mesma noite, numa animação que me foi imposta pela Sra. Abranches, me  intimou, digo, convidou a ir ao cinema. Uai, Cambuí também tem cinema. E dos bão, sô. Para você ter uma idéia, tem até “lanterninha”!?
Mas ouça bem a história. TÔ BÃO NÃO!
Sobe ladeira... desce ladeira... chegamos ofegantes na praça onde concentra a Igreja Matriz, o Ponditács (leia-se Ponto de Táxi), a sorveteria, a lotérica, o clube literário e de teatro (éééé....), e o não menos famoso Cine Cambuí.
Acredito que toda praçinha do interior das minhas Minas Gerais tem essa mesma configuração, salvo uma ou outra que conta também com uma padaria que produz pão de queijo o “dintirím”, das 5 da manhã até as 8 da noite. Mas continuemos.
Já na porta de entrada, uma surpresa. Deparamos com uma figura que  parece fazer parte do patrimônio folclórico Cambuiense. Um senhor com trajes surrados e um chapéu que parecia ter sido feito com palha de milho e aquelas fitas cassetes antigas, lembra? Pois é.
Numa das mãos ela segurava uma cordinha de sisal e mantinha o seu cão preso na outra extremidade (ou era o cão que o mantinha ali, sei lá...). Se me perguntar qual o nome dele não saberei te responder, mas o apelido eu sei, é NÔ TIPO. Sabe por que?
Pergunta-se a ele:
_E aí? Tudo bem? E ele responde:
_Nô tipo... 
_E ai? Será que chovê? E vem a resposta:
_Nô tipo...
_O filme de hoje é bão?
_Nô tipo... e dá uma gargalhada que me deixa a dúvida se quis dizer que o filme é bom ou não.
E por aí vai. Tudo pra ele, sendo bão ou ruim, é “nô tipo”.
Fomos  ver os cartazes.
Na programação mensal só filmes antigos, muitos quase da minha idade... TÔ BÃO NÃO.
Num pequeno quadro estava escrito o que seria exibido naquela noite.

H O J E,   em primeira exibição!!!
Alisdichindli, de Istivispíuberg

???
??
?

Traduzindo do mineirês para o português claro:
A Lista de Schindler , de Steven Spielberg. Ri dimaisdaconta... mas tive que parar de rir para acudir a Sra. Abranches que estava quase perdendo o fôlego... de tanto rir. TÔ BÃO NÃO.
Na sexta feira exibiriam “CIDÁDUZAMJU” com Nícolaqueiji e Méguirrian (Cidade dos Anjos, com Nicolas Cage e Meg Ryan). E anunciava também que em breve exibiriam a película “Isquecêru d’eu aqui traveis, sô” (Esqueceram de mim 2) e “Percurânonemo” (Procurando Nemo).
Mas em Minas tem que ser assim mêsss... purcáusdiquê se não num atrai o púbrico.
E como se diz no popular que “quem não tem cão, caça com gato”, fui lá eu sendo arrastado pela risonha e faceira Sra. Abranches, para ver Alisdichindli. TÔ BÃO NÃO.
Mas falando em formas de comunicação e linguagem, nós erramos muito mêssss....
Dizemos coisas no nosso dia a dia mas nem sempre paramos para questionar o real significado. Por exemplo. Esse ditado que citei, muito popular por sinal, (quem não tem cão, caça com gato) com certeza foi muito cochichado utilizando-se a técnica do telefone sem fio.
O correto seria dizer “quem não tem cão, caça COMO gato”, ou seja: caça só. E vamos errando e transferindo o erro para novas gerações, aos cochichos no pé da orêia...
Quer um outro exemplo? Vô explicá, como diria a minha conterrânea Dilma.
Dizemos assim: “cor de burro quando foge”, atribuindo uma cor indefinida para qualquer coisa, quando o correto seria dizer “CORRO de burro quando foge”, muito diferente, né?  Faz muito mais sentido...
Desde pequeno aprendi duas coisas: declamar uma poesia para minha mãe e a ter medo do bicho-papão. Até hoje não me esqueço de nenhuma das duas coisas...
O versinho é assim: “batatinha quando nasce, esparrama pelo chão...” Lembra disso?
Pois então; tá errado! Tem-se que cantarolar “batatinha quando nasce, ESPALHA A RAMA pelo chão”, que é a característica da batata de espalhar a “rama” e não “as batatas” pelo chão. Já o bicho papão anda mais feio... agora transfigurados em políticos corruptos.
João Abranches também é cultura. TÔ BÃO NÃO.
Uma outra: “cuspido e escarrado” é, na verdade, “esculpido em carrara” Carrara é um mármore nobre. Dizer que alguém se parece com outrem, significaria dizer que foi esculpido como quem esculpe em mármore carraro.
Tem uma que é o máximo. Costumamos falar “esse menino não para quieto, parece que tem bicho de carpinteiro”, certo?
Errado! Deveríamos dizer esta expressão popular da seguinte forma: “esse menino não para quieto, parece que tem bicho NO CORPO INTEIRO”.
Você então percebe que algumas coisas estão “nô tipo” e outras, ao contrário, estão “nô tipo” como diria meu folclórico cidadão cambuiense. 
Bom, acabou que fiquei teclando... teclando... não tomei o meu café e ele já esfriou... e agora acaba de passar por mim uma montanha de edredon´s se arrastando até a área de serviço... Será que elas pegaram a Sra. Abranches?
_ Calma muié... tô indo de socorrer!
TÔ BÃO NÃO
Grande beijo para você neste dia, que para mim é um dia “nô tipo” .
Tenha uma semana de trabalho profícuo, muita luz, harmonia e alegria... e agora deixe-me acudir a Sra. Abranches porque senão a trouxa vai jogá-la dentro da máquina de lavar.
Bjssssss


Quem tem boca vai a Roma...  
Quem tem boca VAIA Roma", do verbo vaiar...
Sei lá, tá tudo "nô tipo".

õ[õ Jota-A

13 de dez de 2011

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3  x  1
Maletinha 3  x  1
(maleta + porta batom + porta jóias)
100% E.V.A.



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I'm back, uai...!
Meninas... saudádôceis, uai. Cêis nem faiz conta do tanto...
Minha demora foi por causa de uns contratempos que tive com o transporte (foto acima). Um pobreminha com o estepe...   hehehehe.
Mas cheguei.
E de carro de boi.
E daqueles ainda fabricados com rodas de cabreúva... cocão preso entre as emborgueiras, com a cantadeira e o chumaço feitos de madeira clara e mole.
Éééé... tô ficando entendido!
E rapidinho peguei o jeito de dirigir a geringonça.
Mas a roda agüentou o tanto que pode. Melodiou no seu tempo que foi o suficiente, porque cê sabe que roda de carro de boi canta para se ouvir de léguas, seja gaita, pombo ou baixão.
Éééé... tô ficando entendido!

“Quero apenas um moto perpétuo de gemidos doces de carros-de-bois,
mas daqueles de rodas maciças com dois buracos como olhos de bêbado...”
Este é um trecho do poema Das Qualidades de Cidadezinha do Interior, autoria de Marcos Cremonese.

Mas, xôfalá procêis: fiquei encantado!
Cidadezinha linda... gente hospitaleira... de uma humildade impar.
Gente de um falar musical, um falado cantado... gostoso de ouvir.
Sabe, o topônimo Cambuí (antes Cambuy) é de origem Tupi-guarani. Para alguns pesquisadores a palavra significa "agua leitosa ou rio do leite", numa provavelmente corruptela de CAMBY = leite + Y= água ou rio. Presume-se que as margens do Rio das Antas eram cobertas de argila (tabatinga) que dava a cor leitosa às águas.
Éééé... to ficando entendido!
Mas nisso há controvérsias. Outros acham que é por causa de uma formiga... ainda os que afirmam que significa “folha que cai” (será que é a formiga que pica a folha e por isso ela cai??!!). Bom, coisas de mineiro mêsss. Mas prefiro a versão do leite, tipo A.
Na “minha” nova cidade, muito do seu calçamento é daqueles construído com paralelepípedos. (Essa palavra eu consigo “escrever”, mas “pronunciá-la” é coisa complicada....  kkkkk).
Aliás, por falar em pronúncia, cheguei à conclusão que me transformei num mineiro bem dos disgramado... Quás’quíeu numtendí  nada do que muitos falavam... mas isso vindo daqueles, mais fiéis à bandeira.
Exemplo. Vi (ouvi) uma senhora dando uma baita de uma “bronca” num guri que, com certeza, devia ser seu filho.
Mas a véia tava braba padaná. Óp’cêvê: de tudo o quanto daquilo que ela falou e do que chamou o guri, eu só entendi o: “Eu te arranco as orelhas!” (kkkkk).
Foi algo do tipo: tirrâncoazorêia...
Morri de rir. O guri, não achou graça alguma.
Outro exemplo. Fui numa padaria cumê uns pãodiqueijjj... sacuméquié... com fome... talecoisa... acho que comi uns 8... (nas contas da minha digníssima, foram mais.)
Mas a Sra. Abranches só queria um pão francês e um café com leite. Ao fazer o pedido, a moça que nos atendia ficou me olhando como se eu fosse de um outro planeta. Eu deveria ter pedido era uma “média com pão de sal”...
Éééé... tô quase ficando entendido!
Bom, mas já aluguei uma casa. Será provisória pois a intenção é comprar algo.
Meu filho Mateus já está matriculado na escola. Aulas iniciam dia 30/01.
Dos dois únicos semáforos existentes na cidade, um está queimado...
Comí o “Virado de Banana”, iguaria que Cambuí ostenta como patrimônio histórico municipal e cuja patente encontra-se registrada no Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico.
E sobe ladeira... e desce ladeira...
Me desculpe, sei que devo estar aborrecendo você com esse lero-lero, mas preciso contar mais uma novidade.
Lá, as pessoas tem nome de apelido. Éééé... São conhecidas apenas por apelidos.
Ninguém conhece o Geraldo França por "Geraldo França"... conhecem-no por “Beréco”. Acreditam nisso?
O Eduardo Gonçalves de Andrade é “O Cabeuça” (??!!) Quiquéisso??? Cabeuça?
Outro exemplo: João Carlos Leopoldo é o “Queixo de burro”.
O Sr. Mauro Fiúza (senhor seríssimo, possuidor de uns bigodes colossais...), pois então, ele é o “Calango Verde”... pode??!!  A Dnª Regina Batisteze é "vassourinha", enquanto que a Srª Carmem Lúcia de T. Soares é a "chupisca ".
O Sr. Francisco Bibiano é conhecido como “Leléco”.
Mas o pior mesmo aconteceu comigo. Parece inacreditável, mas foi verdade. Podem acreditar...
Fui ver uma casa.
Explicaram-me em qual das ladeiras a tal casa ficava.
“Cê vira ali... dobra acolá... é bem pertim, me disseram... é logalí!
Era para procurar o Chibil Inchadinho...
...
Não, fala sério... eu ia ter que chegar na casa de uma pessoa que não conheço, nunca vi na vida e chamá-lo de Chibil Inchadinho...?!
Perguntei qual era o nome de batismo do Chibil. Custaram a lembrar que era Luis Gomes da Silva. Fui lá.
Desce ladeira... sobe ladeira... desce ladeira... sobe ladeira... e descobrí que nesse “bem pertim” eu estava quase voltando para Cuiabá.
Achei a bendita casa.
Bati palmas; apareceu uma senhora.
Perguntei-lhe pelo Sr. Luis Gomes e ela disse que não conhecia tal pessoa... Insisti e ela foi chamar o seu esposo. Tornei a dizer que precisava falar com um tal de Luiz Gomes da Silva.
Ele ficou pensativo... coçando o queixo... murmurando baixinho: “Luis Gomes... Luis Gomes...” até que veio com um: “Sei não, moço... conheço não...”
Olha só como são as coisas... nesse entrevero aparece uma moça, com uma cara de quem estava dormindo... cara inchadinha. Ela ouviu a conversa, chegou até a porta e disse: "Mas pai... Luis Gomes da Silva é ocê uai..."
Quas’caí de costa! E fui embora sem ver a casa. O Luiz Chibil Gomes da Silva Inchadinho que fique com sua casa...
Estou até preocupado com o nome pelo qual passarei a ser conhecido na cidade... deusmilivreguarde... !!!
Mas que bom estar de volta e poder participar com você desta “festa” de talentos que é o Flickr.
Depois farei “upilôud” de algumas fotos, para você conheça a bela Cambuí.
Beijos de pão de queijo... e de pastel de farinha de mío, também.


p.s.... Ahhhh... esquecí de dizer algo importante: a tal segunda-feira lá é a mesma coisa... Uma coisa sem graça.
 
õ[õ Jota-A

8 de dez de 2011

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Vou alí e volto já. É lógalí...

Meninas, estarei ausente por uns dias e antecipadamente peço-lhes desculpas por isso. Ficarei sem apreciar os seus belíssimos trabalhos e, consequentemente, de tecer alguns comentários daquilo que sempre me admira.   
Viajo na madrugada deste domingo para São Paulo e sigo para Cambuí. É Minas Gerais, uai...
Estou indo para uma segunda investida na cidade que escolhi para morar. Cambuí.
São tantas coisas... pesquisa de uma moradia, reserva de matrícula em colégio para o Mateus, conhecer opções locais para assistência a saúde, transportadora para a mudança, opções do comércio, opções para investimento, enfim...
Eu e a Sra. Abranches faremos um “tour” pela região. Como tudo é pertim, vamos percorrer alguns municípios (Bom Repouso, Estiva, Camanducaia, Santa Rita do Sapucaí...). Iremos também a Pouso Alegre (preciso comer o pastelzim de farinha de mío que é servido no Mercado Municipal... kkkkk).
Aproveitarei para treinar e reciclar o meu mineirês que anda meifraquím... :)
Lamento pelo fato de que não postarei nenhum texto de desagravo, de repulsa ao pior dia da semana, aquele dia depois de domingo e antes de terça feira (risos), conhecido como o dia do TÔ BÃO NÃO. Ficará para a próxima.
Beijão no coração docêis... gósdimaisdaconta docêis tudo, viu? Vâmo cabácsaproza pucasdiquê sinão vô chorá... (risos).
Tô indo...

õ[õ Jota-A