PESSOAS MAIS DO QUE ESPECIAIS...

Pages

22 de mai de 2012

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BOLSA "CISNE NEGRO"
100% E.V.A.



Bolsa "Cisne Negro"
100% E.V.A.
Reforço lateral em couro.
Chique no úrtimo...

21 de mai de 2012

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BOLSA INFANTIL
Hello Kitty  e  Pucca
100% E.V.A.
Forração interna em TNT

16 de mai de 2012

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CAIXA DECORADA
(porta algodão + cotonetes)



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CAIXA DE JÓIAS
Base: MDF
Decoração: 100% E.V.A.

Base MDF com decoração E.V.A. poá



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MALETA 
"ANOS DOURADOS"

Maleta 100% E.V.A.


Maleta 100% E.V.A.
Forração interna em TNT

10 de mai de 2012

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PORTA TALHERES
(100% E.V.A.)







Porta talheres em E.V.A.
2 compartimentos (facas / garfos)

15 de abr de 2012

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Namastê...
...mas aviso que TÔ BÃO NÃO!

Nada melhor para piorar uma segunda feira do que ser acordado ao som da Banda Calypso.
Gên’ducéu, coisdilôco sô. É muita sacanagem, uai. 
Sonhava um sonho tão bom, mas tão bom... quando de repente: “Acelerou, acelerou, acelerou, acelerou meu coração... “ 
Sonhava que estava em Recife. Praia da Boa Viagem. Tomava uma aguinha de coco enquanto conversava animadamente com a Bruna Lombardi e a Luiza Brunet (lembro vagamente que estávamos combinando e marcando alguma coisa...) quando alguém me cutuca nas costas; viro e dou de cara com o Chimbinha. No rosto, aquele sorriso ma-ra-vi-lho-so.... e para que o susto fosse completo, surge no meio de um fumacê dos diabo, Joelma! TÔ BÃO NÃO.
E a celebridade equilibrava-se sobre umas botas de uns 30cm de altura (uma na cor laranja e outra azul) e, naquela gestual “virada de cabeça” que só ela sabe fazer, dá-me uma “chicotada” com aquele cabelão e começa a cantar:

“Acelerou, acelerou, acelerou, acelerou meu coração... não dá pra’ segurar! Acelerou, acelerou, acelerou, acelerou meu coração... quero te amar!”.
Mininaducéu... acordei com o coração acelerado! Na minha cabeça ainda a imagem do Chimbinha com aquele sorriso ma-ra-vi-lho-so.  Côisdilôco... TÔ BÃO NÃO.

Ói,  xôfaláprocê... nada contra, mas também nada a favor... perdoe-me quem gosta do Calypso.
Pelo visto meu vizinho “ADORA” (era da casa dele que vinha a música, em plena madruga de s%$~#*< feira, umas 11:30h...) e o pior de tudo é que eu não consigo lembrar o que é que ficou acertado entre eu e minhas duas amigas, a Bruna e a Luiza... 
Quando eu falo procês que  S%$~#*<   feira é dia de pesadelo, cês  acham que é implicância minha. Mas é verdadeiramente um dia chato, amargurado, avinagrado, desaforado, empoeirado, engordurado... um dia mais engordurado do que telefone de açougueiro. TÔ BÃO NÃO... 
E foi Calypso a manhã inteira...
Já que fui acordado dessa forma agressiva, arresorví levantar de vez (prá variar, metí a canela na beirada do criado mudo, soltei um berro enquanto saía “acelerado” pulando num só pé... e de maneira alguma consegui lembrar do vasinho de cactos da Sra. Abranches...). Preciso dizer mais alguma coisa? TÔ BÃO NÃO.
Mas consegui lembrar que hoje teria a minha primeira aula de Yoga e (não sei porque) pensei em desistir.
Sabe aquela sensação súbita... aquele trem esquisito que sentimos quando estamos entrando no “looping” de uma montanha russa? Poizé, igualzím.
Havia me informado o suficiente sobre o Yoga e estava muitíssimo empolgado para desistir por causa de... de... de uma bobagem de um arrepio.
Não se sabe como surgiu o Yoga (muito menos quem foi seu criador). Dizem que sua origem remonta ao período pré-histórico, sendo que a maioria dos livros afirmam que surgiu na Índia cerca de 3.000 anos a.C., sendo Shiva o seu criador. 
Em 1952 houve uma grande descoberta arqueológica e passaram a ter a comprovação que a origem do Yoga é europeia (aproximadamente de 10.000 a 15.000 anos a.C.). Foram encontrados desenhos com posturas de Yoga gravados numa gruta de Addaura, na Sícilia, Itália. Vários milênios depois o Yoga teria sido levado à Índia pelos povos mediterrâneos (drávidas) e foi conservado até hoje como o conhecemos (ainda bem, pois se dependesse da cultura ocidental o Yoga já teria desaparecido há muito tempo).
Eu diria, numa forma comparativa, que o Brasil é considerado a Terra do Futebol (sendo que o futebol nasceu na Inglaterra), assim como a Índia é considerada a “Terra do Yoga”.
É uma coisa impressionante, mas todo indiano pratica Yoga... e é um povo educadíssimo! São tão educados que lá quem dirige é o carona. Côisdilôco. 
E os exercícios? 
E as posições que eles conseguem fazer? Jesuzamado...!!!
Olha, eu tenho o péssimo hábito de roer as unhas, mas lá eles conseguem roer as unhas dos pés... é cada posição maluca que ocê acaba por não entender onde é o pé, o que é braço e onde fica a cabeça do yogue. E conseguem meditar por longos períodos. 
Sei de um caso verídico de três Yogues que estavam a meditar numa caverna.
Um deles disse:

_ Ví um tigre.

Dois anos depois o segundo Yogue respondeu:

_ Não era tigre... era leão!. 

Mais um ano se passou quando de repente o terceiro disse:

_ Olha... se ficarem discutindo, vou embora!.

É... eles levam a sério esse negócio de meditação, transe, concentração, nénão? Agora já sei porque que todo Yogue só bebe suco “concentrado”... e não comem carne. Nunca! (exceto quando mordem a língua... hehehehe)

HoooOOOOOMMMMMooooooo ... foi com esse barulho que eu e a Sra. Abranches fomos recebidos quando entramos no salão do Centro de Convivência. Achei que fosse ouvir odddddDDDDOOOOooooissss... mas ficou só no “UM” mêssss.

_ Namastê. Me saudou a atendente que, depois de confirmada a minha inscrição, cedeu-me uma camiseta lilás com o nome do grupo e me indicou o vestuário.

Sra. Abranches ficaria me aguardando na recepção e lá fui eu fazer a troca da camiseta e vestir o meu“colant” preto, presente da minha digníssima esposa.

Mininaducéu... a impressão que tive foi que o colant reduziu uns 3 números, ou então eu tinha engordado uns 6kg de quinta feira para cá (será que foram os empadões e a bacalhoada? impossível... comi tão pouco!).

Estava quase certo de que fizeram uma troca quando foram embrulhar a peça comprada, afinal de contas, experimentei tanto colant naquele dia... só podia ser isso.
Com um enorme esforço e bastante jeitinho, consegui finalmente me enfiar na peça.
Quando me olhei no espelho, levei um susto! Parecia uma berinjela gigante... TÔ BÃO NÃO.
Saí do vestuário num passinho miúdo e me dirigi ao salão principal (tinha medo de esticar muito as pernas e o colant se abrir ao meio).
Lá fui eu... fantasiado de berinjela para o salão. 
A professora, muito linda, de cabelos escuros, com uma tez de um verde claro (?), uns olhos penetrantes e brilhantes, portadora de um bumbum torneado, terminava a sessão com a primeira turma.
No ambiente reinava uma paz deliciosa... uma música suave emanava das caixas de som estrategicamente colocadas em vários pontos do salão, quando então a voz doce da professora convoca a entrada da 2ª turma.
Fui me aproximando, naquele passinho miúdo, me instalando perto de um dos inúmeros colchonetes que estavam estendidos no chão. Na minha frente, a parede recoberta de espelhos, mostrava o bumbum da professora e só então é que eu consegui visualizar todos os outros alunos... todas MULHERES!
Fiquei estarrecido e envergonhado ao perceber que eu era o único homem da turma. Era o Homem Berinjela no meio de umas 20 senhoras com idade entre 60 e 80 anos...
E a professora, microfone na mão, anuncia com uma alegria incontida(que deixou-me ainda mais envergonhado), minha presença unica. Todos os olhos se voltaram para o Berinjelão. TÔ BÃO NÃO.
Explicou o que era Yoga... sua suposta origem... os inúmeros benefícios para o corpo e a para a mente, inclusive afirmando que era muito bom para a memória e para uma outra coisa que ela não lembrava no momento. 
E o colant começava a me incomodar... o trem cismava em querer sair fora dos trilhos, com a parte de trás invadindo uma área territorial pouco habitada, entrando entre as minhas nádegas. Pela primeira vez na vida pude sentir e entender a sensação que uma mulher tem em usar um fio dental. TÔ BÃO NÃO.
Começou com exercício de relaxamento mental... aquela voz doce comandava e direcionava o pensamento de todos para lugares paradisíacos... menos o meu, que não conseguia ir para lugar algum com aquele trem entrando cada vez mais na minha bunda (fiquei imaginando a cena com que as Senhorinhas deparavam tendo-me à sua frente...) Coisdilôco.
Passamos a executar exercícios leves... levanta um braço... o outro... os dois... Levanta uma perna... a outra... (achei fosse pedir para levantar as duas, mas ela foi muito consciente...).
Ficamos em várias posturas leves (afinal de contas a idade média do grupo era de 70 anos...). Fizemos a posição do Galo (Kukkutasana), ficamos na posição da Cara de Vaca (Gomukhasana), a da Rã (Mandukasana), a do Leão Rugindo (Shimhasana) e outros bichos mais. E eu lá... apavorado com a possível posição da “Faca na Berinjela”.
De repente ela avisa que executaríamos o TRICONASANA. Uma coisa simples e ela nos mostra como deveria ser executado.

Estando em pé, afaste as pernas. Deixe o pé esquerdo virado para frente e o direito para o lado. Abra os braços formando um ângulo de 180º e tente tocar o pé direito com a mão direita, sem curvar as costas ou dobrar os joelhos. Tudo respeitando o limite de cada um, claro... Se não for possível apoie a mão direita na perna. Depois era para repetir para o outro lado.

Simples assim...
Bom, a primeira e a segunda parte eu consegui fazer, mas quando fui tentar tocar com a mão esquerda o pé direito, mininaducéu... eu só escutei o barulho “raaaaaaaasssgggg” e tive a certeza de que a retaguarda estava desguarnecida. E havia ainda algo mais agravante: não conseguia voltar à posição normal: TRAVEI!
Foi um alvoroço daqueles... com a Professora "Fiona" tentando acudir... com todas as meninas atrás de mim dando palpites absurdos para que eu pudesse voltar à posição normal, do tipo: “puxa a cabeça dele...”, “não... não... cada uma pega de um lado e põe ele sentado...”, uma outra disse “sopra a orelha dele”... e eu não entendi de que serviria "soprar" a minha orelha numa situação dessas... 
Teve uma outra que sugeriu colocar uma cadeira para apoiar a minha cabeça, enquanto massageavam a minha coluna... e uma outra sugeriu fazer um chazinho de berinjela para eu tomar.TÔ BÃO NÃO.
Chamaram a Sra. Abranches e só escutei quando ela gritou: “Jesus Amado, você não está usando cueca?”.
Bem, resumindo a tragédia: umas quatro senhoras (cujo resultado do somatório das suas idades deveria ultrapassar os 340 anos), auxiliaram minha digníssima esposa a me conduzir até o carro... eu, Homem Berinjela... saindo num passinho miúdo... com a bunda de fora. TÔ BÃO NÃO.
Já estou bem melhor. Agora já dá para escrever e virar os olhos para os dois lados.
A dor maior... é a moral.

Decidi comprar o “Tudo sobre Yoga em 48 lições. 2 DVD´s + CD Brinde” e praticarei em casa mêsss... sem colant.
Beijos e uma semaninha de muita luz e trabalho profícuo procê.
Namastê.
õ[õ Jota-A



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Necessaires

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Da série "porta batom"


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Uma combinação de
JUTA  +  E.V.A.

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BOLSA INFANTIL
HELLO KITTY

Bolsinha infantil Hello Kitty 

13 de abr de 2012

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Necessaire


Fiz uma inovação neste modelo. 
As partes internas se destacam, tornando cada "gomo" parte independente da maleta. 
Numa mistura de E.V.A. com plástico transparente, fica fácil identificar o conteúdo de cada peça, antes de destacá-la. 
Depois, basta inserí-la no espaço destacado pelo velcro e pronto!
Gostaram?
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MARCADORES GUEIXA




Há muito queria fazer esses marcadores Gueixa.
Este projeto foi feito pela linda Marília Gabriela da Entre Feltros e Tecidos.
Coloquei alguns detalhes em E.V.A.
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ESTOJO ESCOLAR







Há muito desejava fazer este estojo escolar. 
Existem projetos de vários tipos que circula(aram) pela internet.
Quando vi o modelinho feito pela linda da Claudia Lirio (Lírio Arts e Criações), resolvi pedir sua autorização e copiar (hehehehe), só que todo ele feito em E.V.A.
O próximo eu juro que melhoro um cádim.
Bjsss 
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TÔ BÃO NÃO...
Diz a mitologia judaica que Deus criou o mundo em 6 dias.
Foi assim.
No primeiro dia, Deus cria o céu e a terra, mas não vê que é bom porque tudo ainda está escuro. Então separa a luz das trevas "e vê que é bom". Cria o firmamento para separar "as águas de baixo" das "águas de cima" "e vê que tudo é muito bom".
No segundo dia, Deus separa as terras dos mares "e vê que é bom"; cria as plantas "e vê que é bom".
Dia 3 Deus cria o sol e a lua "e vê que é bom".
Dia 4, cria os peixes e as aves... "e vê que é bom".
No quinto dia, Deus cria os animais terrestres "e vê que é bom". Cria o homem e a mulher, completa a obra "e vê que é muito bom". Aliás isso foi ótimo...!
No 6º dia Deus descansa. Originalmente o dia do descanso é sábado.

Então num sei qual foi o excomungado, o infeliz que arrumou um jeito de colocar um 7º dia numa semana que já estava “perfeita”. Com certeza isso foi obra de alguém com mania de grandeza... provavelmente um americano (sempre eles!)
Puxa vida... pense comigo: estava tudo em paz... tudo “belezinha”, como dizem os mineiros daqui, mas não... tinha que aparecer um aloprado infeliz, com idéia de jirico, prá fazer essa cagada.
Agora, socê adivinhar com que nome foi batizado esse “enxertado dia”, ganha uma nécessaire de E.V.A. by Ciranda Cirandinha... (coisdilôco...). TÔ BÃO NÃO.
Você sabia que entre 1919 e 1931, a União Soviética manteve um calendário com semanas de cinco dias, em lugar dos sete dias tradicionais e mundiais? Eram 72 semanas, com mais 5 dias extras (Feriados Nacionais) inseridos entre três das semanas, num total de 365 dias.
Quando foi em 1931 fizeram uma nova mudança, passando para 60 semanas de SEIS dias em cada semana... uma beleza... sendo que o 6º dia era de descanso oficial (como o Domingo). Não existia a понедельник  (segunda feira, em russo).
Embora há muitos que não se revelam, sei que ninguém gosta da segunda feira. Pergunte prá qualquer um...  pergunte, por exemplo, para o Sen. Demóstenes Torres (DEM/GO) se ele gosta da segunda feira... ouça atentamente o que ele tem a dizer sobre isso. TÔ BÃO NÃO, mas tende a ficar pior.
Agora, tem uma coisa: a mais assombrosa, a mais apavorante das piores segundas feiras (felizmente isso só ocorre de seis em seis anos) é quando ela cai numa 6ª feira 13. Aí sim, é um dia apocalíptico.
Num sei se isso também acontece com você, mas comigo as notícias ruins, acidentes, cobradores batendo à porta, gerente do banco me ligando e pedindo “prá dar uma passadinha” na agência prá cobrir a tal da conta devedora, fatalmente isso só ocorre nas segundas feiras.Coisdilôco e TÔ BÃO NÃO.
Essa viagem que empreendi a Cuiabá, foi catastrófica.
Foi numa s%$#@  f}]º/?!@...
Minha sogra não parou de falar um minuto sequer (contou-me sua vida inteirinha...), só se calando quando a gasolina acabou e eu, “gentilmente”, pedi-a que fosse até o posto de combustível mais próximo buscar uns 30 litros de gasolina. O posto mais próximo estava a 15km de distância... e eu fiquei lá... sozinho... e no sol... esperando a sogrinha voltar. TÔ BÃO NÃO.
Chegando a Cuiabá, fui todo feliz fazer a devolução da sogra... foi uma verdadeira festa (para mim, claro...).
Aproveitei para rever amigos e parentes e voltar a sentir aquele “calorzinho”...  aquele solzinho abrasador torrando no lombo e na careca que, acredite, beirava os 38º. Coisdilôco.
Na semana seguinte estaria de volta a Cambuí mas, antes que isso ocorresse, alguns amigos marcaram um jantar de despida. Iríamos comer um “chambão de vitela”, à moda italiana, no restaurante “O Mural”.
O “chambão de vitela”, para quem não conhece, nada mais é do que o “ossobuco” na nossa culinária. É a parte da perna, excluindo os músculos posteriores, que é cortada às rodelas juntamente com os ossos. Cada rodela tem no centro um bocado de osso em forma de tubo. No "buraco" encontra-se o tutano que não deve ser retirado. É um prato rico em matéria gelatinosa. Então “ossobuco” é igual a “osso com buraco”.
Reunida toda a gang turma, marcamos então o dia do nosso jantar.
ADIVINHA...!!!
Pois foi...
Roguei que fosse num domingo, mas o “Mural” não abria aos domingos...  que fosse então no sábado... mas alguns já tinham compromissos assumidos...
Eu voltaria na 3ª feira, então só poderia ser na... putz! Concordei desolado como um animal vai ao abate.
Chegou o dia... acordei costumeiramente às 5:00 (da tarde)... restaurante lotado... uma suave musica italiana no ar e um cheiro gostoso que só fazia aumentar o apetite. Juntaram-se mesas para que comportássemos todos; 8 comensais.
A receita do “chambão de vitela” leva vinho branco (ou do porto), cenoura, aipo, cebola, bacon, caldo de carne, tomate, alho francês e outras ervas aromáticas. Uma coisdilôco! Serve-se acompanhado de arroz branco (alguns preferem risoto).
Depois de algumas taças de vinho, serviram o trem. TÔ BÃO NÃO, mas tá ficando mio...
Me serviram duas generosas “rodelas” de osso (hummmm.....), regado com aquele caldo bem apurado (hummmmmmm....), alguns legumes (via-se o aipo, a cenoura...   hummmmmmmmmm........).
Entre conversas jogadas fora daqui e alguns causos dalí... dou uma espiada por dentro do meu ossobuco e percebo que um cubo enorme de bacon ficou entalado dentro dele. Tentei (juro que tentei) de todas as maneiras retirar aquela guloseima com o garfo, com a ponta da faca, com um “palitím”... tudo muito discretamente, claro. Mas o osso estava ganhando de mim por uns 4 a zero. Comecei a ficar impaciente com aquela teimosia e, muito disfarçadamente, olhei para um lado... olhei para o outro... e peguei o rapaz com a mão descendo-o à altura do colo.
Protegido pela toalha, fui enfiando o dedo indicador da mão direita tentando romper o cobiçado pedaço de bacon lá de dentro.
Meninas... o que 4 taças de vinho não fazem com um rapaz sério como eu.
Como quem não quer nada, continuei conversando animadamente com um e outro, enquanto as mãos operavam avidamente a fim de obter o prêmio: o bacon! Era uma  questão de honra.
O dedo foi entrando... foi entrando... foi ficando apertado... fui fazendo força... até que senti que venci a parada. O bacon saiu!... mas meu dedo ficou entalado.
Comecei desesperadamente a fazer um movimento inverso para desatolar o dedo do osso, mas ele entrou como um anel num dedo gordo.
Vi o vidro de azeite sobre a mesa, e não pensei duas vezes...
No momento em que consegui pegar o vidro (eu ia jogar o azeite no dedo), ví que uma senhora estava observando todo aquele meu movimento indecoroso... e ainda ia jogar azeite.
Nessas horas é que você percebe como a s*#@&  feira é vingativa...
Desci com azeite e, meio que sem rumo, derramei dedo afora...
Menina... o trem tava feio.
Alguns amigos começaram a me notar meio diferente... movimentando muito com as mãos ao colo e ficando cada vez mais vermelho... (desesperado), enquanto a senhora ao lado não tirava os olhos de mim.
Pensei comigo: “É agora ou nunca!”. Dei um puxão tão forte que o pedaço de osso finalmente desencapou do meu dedo, mas saiu batendo pelo piso afora num tec... toc... tlec... tloc... sem fim. TÔ BÃO NÃO e num sabia que um pedacim de osso pudesse fazer tanto barulho assim...
Todos pararam e me olharam assustados sem entender o que tinha acontecido, foi quando eu levantei as mãos e fiz um sinal de que estava tudo bem...  tudo bem que nada. Menina..., quando olhei para o meu dedo... parecia que ele tinha sido desencapado da pele e se assemelhava algo a uma cenoura, toda lubrificada... TÔ BÃO NÃO.
Neste momento arrependi por não ter escolhido ir a um restaurante japonês. Quem sabe comer sushi de pão de queijo com recheio de bacalhau não seria uma coisa menos perigosa (pelo menos para o dedo, não sei o que seria para o estômago).
Para mim o jantar acabou ali.
Quando levantamos para irmos embora, percebi que aquela senhora ainda me olhava “aguçadamente” (não sei se era minha impressão, mas parecia que também dava alguns suspiros...).
Levantei,  com a calça toda molhada de azeite... com o dedo de cenoura, que nessas alturas já tinha dobrado de tamanho e agora estava mais parecido a uma salsicha... e o pior de tudo: sem comer o desgraçado do cubo de bacon.
Saí sem olhar para trás... de vergonha.
Mas isso são coisas que só acontecem nas...... 
TÔ BÃO NÃO.

Beijão doce procê e tenha uma semaninha de muita luz e trabalho profícuo.
õ[õ Jota-A

























































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E.V.A.  +  JUTA COLORIDA
O mesmo modelo da Bolsinha "balada", porém num tamanho maior.
A base é toda em E.V.A.  JUTA por fora, TNT por dentro. 





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Bolsa "Balada"
Ví esse tecidinho numa loja em Cambuí e pensei:
 "Por que comprá-lo... por que não comprá-lo... compreio-o-o
pensando exatamente em fazer esta bolsinha.
Uma bolsinha para a "balada".

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Aniversário da Vania

Dia 15/03 foi niver da Vânia. 

Uma menina linda, esposa do amigo Godoi. Moro em frente a casa deles e eles são dois encantadores jovens vizinhos.

Fizemos uma "surpresa" para ela e nos reunimos em casa.

Às pressas, fiz uma necessaire para ela. 

Hoje eu fiquei sabendo que a "muierada" inteira do bairro disse que serei sempre convidado em todos os aniversários... por que sera?

Uma coisa é certa: ganharei uns quilinhos a mais... kkkkk 

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Mineiro, UAI...





















































































































Depois de tanto escrever sobre desgraça pessoal, arresorví mudá um cadím de rumo. 
Ontem, naquele dia horroroso, fui conhecer um local maravilhoso. Passei o dia n’um sítio localizado nas proximidades do município de Cambuí. Um “cântím” entre serras, com vegetação em três tonalidades de um verde que é um deslumbre. Um cheiro de campo que ainda trago impregnado na roupa e na alma... Um sonho à venda que me deixou “doidím...”.
Falarei então um pouco desse “povo” que me acolheu com tanto carinho.
Os moradores – tanto os anfitriões quanto os vizinhos – de uma humildade impar e que te recebe com um sorriso doce sempre presente no rosto. Agradáveis d’um tanto, que quase chegam ao ponto de nos carregar no colo. 
O povo de minas é assim.
Povo de um estado com um nariz imenso; povo com um estado de espírito grandioso. 
Conhece-se bem o mineiro pelo seu jeito de falar, mas também pelo jeito silencioso de ouvir.
Dia desses, chegava eu em casa, quando vislumbrei ao longe Sra. Abranches conversando com duas  vizinhas.
“Evém ele...”, ouvi de uma delas. 
Não é uma dilícia ouvir isso? Muito mió do que o tradional “Olha, lá vem ele...”
Mineiro é muito discreto, sóbrio, cauteloso (dimaisdaconta, sô), caladão, desconfiado... arisco! Mas também é um indivíduo afetuoso, hospitaleiro, confidente, afável, disciplinado, prudente, amante da ordem e da liberdade.
Nunca perde o trem, assim como não mete a mão em cumbuca e não amarra cachorro com lingüiça. Dificilmente diz o que faz  (e nem o que vai fazer) e, daquilo que sabe, finge que não sabe... Inteligentemente passa por bobo, mas é muito esperto. 
Não é pão duro, é econômico uai... 
Herdou dos judeus o hábito de poupar e, mesmo estando numa situação “confortável”, sendo a ele perguntado: “Como vão as coisas?”, antes de responder empurra o velho chapéu de palha para trás, coça a cabeça, olha ao longe e diz: “Vô pelejando, sô.” 
Nunca diz que está tudo bem, pois podem pedir dinheiro emprestado. Cê besta, uai.
Passei o dia ouvindo “causos”. E rimos... NÓ!... Rimos dimaisdaconta, sô. 
Quem contava o "causo",  jurava que era tudo divera.

“Fí, iscuta bem:
Socê saí,  nun isquéci o guarda-chuva...
mas num leva dinhêro.
Socê levá, num entra em lugá ninhum;
Socê entrá, num gasta;
Mas se gastá, num puxe a cartêra;
Socê puxá, num paga;
Mas socê pagá, ocê paga somente a sua
e nu’isquece do trôco, pelamordedeus.”

Esse é o mimeiro... simples, calentoso, de uma religiosidade tamanha que, mesmo quando ateu, é muito religioso... e não mente nunca!
Ok... ok... talvez até minta só um cadím, mas se o fizer, faz com uma certa “maestria”.
Ouvi o caso do mineirim que tinha 12 filhos (diz-se ser o primo de quem contou a história, o Sêo Dimão) que não conseguia alugar uma casa por conta de toda a sua prole. Os proprietários dos imóveis simplesmente temiam que os seus fí destruíssem a casa. “
_  Doze???!!! Ah, não... dijeit’ninhum!
Mas vai daqui... vai dalí, disse que o Zé Bulím (assim o nome do nosso personagem) pensou muito e decidiu mandar a muié e 11, dos seus 12 fí, passearem no cemitério. E lá foram, enquanto que ele e o fí que sobrou partiram para ver uma casa que estava para alugar.
_  Mas quân’s fí cê tem? É só êzdaí?
_  Não... tenho doze!
_ Doze???!!! Mas ontá us ôtro?
Zé Bulím, com cara de tristeza, tira o chapéu, abaixa a cabeça e diz:
_  Tudím no cemetério... junto c’oa mãe dêis!
Conseguiu a casa, ganhou um desconto no aluguel do condoído e sensibilizado senhorio e, não mentiu. Um jeito tinhoso, mas honrado!
Há também o caso do mineiro que se encontrava no curral ordenhando as vacas.
No meio do pasto um boi com cara invocada. Era o “kruel”.
Chega o cumpádi.
_ Cumpádi, vêncá qui’ieu priciso falá côce.
_ Uai, cumpádi, intonce vem ocê aqui, uai... , e continuou ordenhando a vaca.
_  Má’cumpádi... esse boi num vai mi pegá?
_  Ah... vai não cumpádi. Podintrá.
O cumpádi entra no pasto, o boi sai correndo atrás dele, e ele põe sebo nas canelas a tempo de pular a cerca antes que fosse atingido pelo Kruel. E o cumpádi  lá... ordenhando as vacas.
_  Ô cumpádi... má ocê é fidazunha mêss nénão? Ocê disse que o danado do Kruel num pegava eu?
_  Uai, e prun’acauso pegô ?!
Não mentiu.

Disseram que Dona Vivenciana, pesquisadora do IBGE em Cambuí, foi visitar a propriedade do Sêo “Pelé do Sindicato”, vizinho do Sr. José Silva, proprietário do sítio que fomos ver.
De colete e boné azul com a identificação do IBGE, crachá ao peito, computador de mão, bate à porta de táuba do rancho do "Sêo Pelé do Sindicato". Ele atende. 
_  Oi, Sêo Pelé... bom dia. Estou fazendo o recenseamento e preciso que o Sr. me preste algumas informações.
Depois de obter algumas informações básicas, passou a perguntar sobre a atividade rural do Sêo Pelé.
_  Sêo Pelé, essa terra dá mandioca?
_  Dá não senhora...
_  Dá batata? 
_  Ói... também dá não! 
_  Dá feijão? 
_ Íiiii... nunca deu.
_  Arroz? 
_  Dijeit’uninhum...! 
_  Milho? 
_  Nem brincâno! 
_  Mas Sêo Pelé...  quer dizer que por aqui não adianta plantar nada?
_  Ah, bão! Se nóis plantá aí é deferente...

E por aí foram os “causos”.

Pouco antes do almoço, tomamos uma cachacinha p’rá abrir o apetite... Coisdilôco!
Um produto totalmente artesanal de um alambique caseiro. Acredito que tomei umas 4...  hehehehe 
A cachaça é a terceira bebida mais consumida no mundo e Minas Gerais, o maior estado produtor do Brasil.
 Já dizia o nosso poeta mineiro Carlos Drummond de Andrade.

"Queiram ou não queiram seus adversários, a cachaça é uma utilidade pública brasileira, dado histórico nacional, remédio que não se compra nas farmácias e costuma produzir muito mais efeito que as drogas sofisticadas, com suas bulas herméticas. Não lhe faço apologia, de que não precisa. Registro sua presença cultural, seu fascínio sobre a mente do povo.”

Entre umas e outras... e depois de alguns nacos de queijo, lembraram da história de um mineiro que foi experimentar um vinho. Um primor e elegante Pinot Noir, um genuíno Bourgogne vindo do “Couvent dês Jacabins, safra 2008... uma maravilhosa delícia, sutil aroma.
Serviram o mineirim que, de uma só golada, sorve o Pinot Noir...
_  Eca... 
_  Eca?! Quem falou Eca? Perguntou um famosíssimo enólogo que encontrava-se próximo do nosso personagem. 
_  Uai, fui eu, sô! O sinhô num acha que esse trem tá com um gostím isquisito? Tá istragado? 
_  Que é isso?! Ele lembra frutas secas adamascadas, com leve toque de trufas brancas, revelando um retrogosto persistente, mas sutil, que enevoa as papilas de lembranças tropicais atávicas... Um autêntico Couvent dês Jacabins da melhor safra.
_  Futa que fariu, sô! E o sinhô cherô tudim iss’daí no copo?! 
_  Claro! Sou um enólogo laureado. E o senhor?
_  Cê besta sô, eu não! Sô isso não sinhô! Mas qu’ isso tá me cherândo igualinho a minha égua Gertrudes adispois que toma chuva, ah... iss’tá!
_  Ai, que heresia! Valei-me São Mouton Rothschild!
_  O sinhô me adiscurpe, mas eu ôie o sinhô sacudino o copo e chuçando o narigão lá dentro. O sinhô tá constipado, é? 
_  Não, meu amigo, são técnicas internacionais de degustação entende? Caso queira, posso ser seu mestre na arte enológica. O senhor aprenderá como segurar a garrafa, sacar a rolha, escolher a taça, deitar o vinho e, então...
_  Intão moiá o biscoito, né? Tô fora, ora sô... seo frutinha adamascada!
_  O meu querido não entendeu. O que eu quero é introduzi-lo no... 
_  Má’ocê num vai introduzi mais é nunca! Cê disafasta daquí, coisa ruim! 
_  Calma, calma! O senhor precisa conhecer nosso grupo de degustação. Hoje, por exemplo, vamos apreciar uns franceses jovens... 
_  Hãn-hãn... ma’ieu sabia que tinha francêis nessa istória lazarenta... 
_  O senhor poderia começar com um Beaujolais!
_  Num bêjo lá e num bêjo lug´pa ninhum, seu lagartixa! Eu sô é hômi, seu safardana! 
_  Então, que tal um mais encorpado? 
_ Óia lá... ocê tá brincano com fogo... seu... seu...
_  Ou, então, um suave fresco!
_  Seu fióti de grilo, ocê tome tento que minha mão tá coçando... to doidim prá meter um suave frêsco nas sua venta!
_  Já sei: iniciaremos com um brut, curto e duro. O senhor vai gostar! 
_  Num vô... num vô, fí d’um cão! Mas num vô, mermo! Num é questão de tamanho nem firmeza,  seu fióte de brabuleta. Meu negócio é outro...
_  Então, vejamos, que tal um aveludado e escorregadio? 
_  E que tal a mão no pédovido, hein, seu fióte de Belzebu? 
_  Pra que esse nervosismo todo? Já sei, o senhor prefere um duro e macio, acertei? 
_  Eu é qui vô acertá um safanão nas suas venta, cão sarnento! Ingulidô de rôia!
_  Mole e redondo, com bouquet forte? 
_  Hômiducéu... agora ocê pulô o corguim! Ninguém misigura... e é um... e é dois... e é treis! 

E sai o mineiro correndo atrás do famosíssimo enólogo.

_  Num corre não sêo fidaputa! Vórta aqui que eu te arrebento, sua mariposa fedorenta!...

Terminada essa história, deram pela minha falta. Só aí é que me viram caído no chão, engasgado de tanto rir. Levei uma sova nas costas, sendo que o ultimo tapa, dado pelo Sêo Pelé do Sindicato, fez com que o pedacim de queijo que tava grudado das minhas papilas  gustativas, saísse. Só então eu pude dizer:
_ Essa foi boa, uai...

Um grande e doce beijo procê. Tenha uma semana de muita luz e alegrias no seu coração.
Õ[õ Jota-A